Onde a vida me cabia apertada
Em um canto qualquer,
Acomodei minha dança, os meu traços de chuva
E o que é estar em paz
Pra ser minha e assim ser tua
Quando já não procurava maisPude enfim nos olhos teus, vestidos d'água,
Me atirar tranquila daqui
Lavar os degraus, os sonhos, as calçadas
E, assim, no teu corpo eu fui chuva... jeito bom de se encontrar!E, assim, no teu gosto eu fui chuva... jeito bom de se deixar viver!
Nada do que fui me veste agora
Sou toda gota, que escorre livre pelo rosto
E só sossega quando encontra tua boca
E, mesmo que eu te me perca,Nunca mais serei aquela que se fez seca
Vendo a vida passar pela janela"
Por Luis Kiari e Caio Soh
Curioso como os traços dos paralelos nem sempre são transversos...
ResponderExcluirNa escola aprendi que as linhas paralelas se encontram no infinito, mas no decorrer do tempo cada vez encontro mais linhas paralelas que se encontram no finito...
Esses seu poema foi uma dessas linhas: se encaixa em métrica e gênero no espetáculo que estou dirigindo aqui em Aracaju, que se chama Pela Janela, adapatado de Fala comigo doce como a chuva, de Tenesse Williams.
Encaminhei para a equipe e eles nem acreditaram na perfeição do encaixe.
Sincronia.
Bjs
Olha como as coisas são...
ResponderExcluirSincronia ou destino? hehehe
Às vezes, acho que as coisas não acontecem por acaso e tudo tem uma razão de ser!
Desde que li o nosso texto, essa música veio a minha cabeça... por isso a postei aqui!
E ela acabou se encaixando no seu processo aí!
Que bom que as coisas são assim!
Beijo.